Robson de Queiroz Monteiro
E-mail: robsonqm@bioqmed.ufrj.br
Professor Titular
Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) | UFRJ
Graduado em Farmácia pela UFRJ (1993), Mestrado (1997) e Doutorado (2001) em Química Biológica no Departamento de Bioquímica Médica da UFRJ. Atualmente é Professor Titular do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ e chefia o Laboratório de Trombose e Câncer. Este grupo de pesquisa tem como foco o estudo de diferentes processos patológicos nos quais há envolvimento do sistema hemostático, em particular a coagulação sanguínea e a agregação plaquetária. Dentre estas doenças destacam-se a trombose e as neoplasias malignas. Atuou como coordenador do Programa de Pós-Graduação em Química Biológica da UFRJ entre 2011 e 2018. Atualmente é o coordenador do Programa Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão em Biologia do Câncer (Programa de Oncobiologia) da UFRJ. Além disso, atua como vice-diretor do IBqM desde abril/2021.
Projeto
IMUNIDADE INATA E PROGRESSÃO TUMORAL: PAPEL DAS REDES EXTRACELULARES DE NEUTRÓFILOS
Resumo de divulgação científica
A complexidade celular dos tumores é algo bem estabelecido na literatura. Além da presença de células tumorais, os tumores sólidos contêm uma variedade de tipos celulares incluindo células inflamatórias e do sistema imune (neutrófilos, macrófagos, linfócitos), plaquetas, fibroblastos, adipócitos e outros. Células imunes podem adquirir propriedades pró-tumorais, desempenhando um papel crucial na progressão do câncer, além de influenciar no prognóstico e na resposta aos tratamentos quimioterápico e radioterápico. Dentre as células imunes presentes no microambiente tumoral, os neutrófilos têm recebido particular atenção nos últimos anos. A formação de redes extracelulares de neutrófilos (NETs) tem sido implicada no crescimento primário, disseminação tumoral e na trombose associada ao câncer. Neste contexto, nosso grupo tem investigado o papel de neutrófilos/NETs em diferentes aspectos da biologia tumoral. Para isso temos empregado modelos in vitro com linhagens tumorais humanas e murinas. Além disso, temos utilizado modelos murinos de crescimento primário, metástase e trombose in vivo, permitindo a manipulação farmacológica desses processos. Por fim, temos acessado dados públicos de amostras tumorais humanas, como aqueles disponibilizados pelo The Cancer Genome Atlas (TCGA), para correlacionar os achados in vitro e in vivo com dados obtidos de pacientes. Acreditamos que nosso projeto de pesquisa pode gerar dados importantes para o entendimento da biologia tumoral, com potencial aplicação clínica e terapêutica.
Equipe
Pós-Doutorado
Pós-graduação
Graduação
Colaboradores