Renato Sampaio Carvalho
E-mail: renato.carvalho@icb.ufrj.br
Professor Associado
Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) | UFRJ
Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005), mestrado pelo Instituto de Bioquímica Médica-UFRJ, desenvolvendo sua dissertação na Divisão de Farmacologia do Instituto Nacional de Câncer e no Laboratório de Toxicologia Ambiental da Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz e doutorado no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho-UFRJ no programa de Biologia Molecular e Estrutural, com período de estágio no H. Lee Moffitt Cancer Center Research Institute-EUA. Atualmente é professor associado do Instituto de Ciências Biomédicas (UFRJ) e Jovem Cientista do Nosso Estado. Tem experiência na área de Biologia Molecular e Farmacologia, com ênfase em Farmacologia Bioquímica e Molecular, Produção e caracterização de proteínas recombinantes e Análise de expressão gênica.
Projeto
AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DE GALECTINA-3 NA RESPOSTA DE LINHAGENS CELULARES DE LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA AO TRATAMENTO COM AGENTES QUIMIOTERÁPICOS
Resumo de divulgação científica
A Leucemia Linfocítica Aguda (LLA) é a neoplasia hematológica mais frequente na infância, representando cerca de um terço dos casos de câncer pediátrico. Embora os protocolos terapêuticos atuais, baseados em quimioterapia intensiva e imunoterapia, tenham melhorado significativamente as taxas de sobrevida, cerca de 20 a 30% dos pacientes desenvolvem resistência aos fármacos ou sofrem recaídas. Um dos grandes desafios no manejo da LLA é compreender os mecanismos moleculares associados à quimiorresistência. Neste contexto, evidências apontam que a galectina-3 (GAL3) interfere na eficácia de quimioterápicos atualmente utilizados no tratamento de LLA. A GAL3 é uma lectina que desempenha funções críticas na adesão celular, proliferação e sobrevivência de células tumorais. Em leucemias, sua superexpressão tem sido associada à evasão imunológica e à interação das células malignas com o microambiente medular, criando um nicho protetor que favorece a progressão da doença. Adicionalmente, nosso grupo demonstrou que a ausência de GAL3 afeta processos celulares essenciais, como o reparo de danos ao DNA e a regulação do ciclo celular, tornando as células mais sensíveis à radiação e agentes quimioterápicos. Em modelos experimentais in vivo, a inibição de GAL3 resultou na redução de fatores pró-tumorais, como VEGF e COX-2, sugerindo um papel relevante na modulação do microambiente tumoral. Diante desses achados, investigar o envolvimento da GAL3 na resistência aos fármacos utilizados no tratamento da LLA pode abrir novas perspectivas terapêuticas. Inibidores específicos dessa proteína já estão em desenvolvimento e apresentam potencial para aumentar a eficácia dos esquemas terapêuticos convencionais. Este projeto tem como objetivo não apenas avançar no entendimento da biologia molecular da LLA, mas também contribuir para estratégias mais eficazes no combate à resistência ao tratamento, melhorando o prognóstico de pacientes acometidos pela LLA.
Equipe
Pós-Doutorado
Pós-graduação