João Alfredo De Moraes

Professor Adjunto
Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) | UFRJ
Atualmente é Bolsista de Produtividade do CNPq (PQ-2) e Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ). É coordenador adjunto do Programa de Pesquisa em Farmacologia e Inflamação no Instituto de Ciências Biomédicas (UFRJ). Atua como professor adjunto no Laboratório de Biologia Redox (Labio RedOx) e presta assessoria técnica ao Ministério da Educação (INEP). Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005) e mestrado e doutorado em Biologia (Biociências Nucleares) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Parte do doutorado foi realizada no PARis Cardiovascular research Center (PARCC). Realizou pós-doutorado no laboratório de farmacologia celular e molecular (UERJ) com bolsa FAPERJ PAPD nota 10. Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em Farmacologia Bioquímica e Molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: mediadores inflamatórios, doenças cardiovasculares, desintegrinas, vias de sinalização e vesículas extracelulares.
Projeto
POLARIZAÇÃO DE NEUTRÓFILOS COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE AO CÂNCER
Resumo de divulgação científica
Atualmente, as células tumorais não são mais vistas como ilhas isoladas dentro dos tecidos. Para entender o crescimento tumoral torna-se necessário conhecer detalhadamente o microambiente que circunda o tumor, que é constituído por diversos tipos celulares. Tradicionalmente, as células do sistema imune são consideradas protetoras do organismo, eliminando tanto infecções quanto potenciais células tumorais. No entanto, no contexto da progressão tumoral, estas células têm suas funções modificadas, sendo alternativamente ativadas, de modo a agir contra o organismo e em prol do tumor. Estudos recentes comprovaram a existência de dois diferentes fenótipos que os neutrófilos podem assumir no foco tumoral, denominados N1 (antitumoral) e N2 (pró-tumoral). Evidências mostram que esse microambiente é rico em pequenos fragmentos de membrana plasmática produzidos abundantemente pelo tumor, denominados vesículas extracelulares (VE), que possuem a capacidade de afetar outras células. Entretanto, existem poucos estudos que mostrem a contribuição dessa interação na modulação de neutrófilos. Nosso grupo elaborou um modelo in vitro de polarização de neutrófilos humanos para o fenótipo tipo N1 ou N2. Nós estabelecemos um protocolo de purificação de VE produzidas a partir de células de melanoma, com o objetivo de estudar a interação dessas VE com neutrófilos humanos. Nossos dados mostram que as VE apresentam papel importante na polarização dos neutrófilos para um fenótipo tipo N2. Portanto, a inibição da produção ou do efeito de VE como alvo terapêutico no tratamento do câncer é de extrema relevância. No entanto o efeito dessas VE in vivo ainda não foi avaliado. Desta forma nosso objetivo é investigar sobretudo a importância das VE de melanoma e também de câncer de mama e glioblastoma na polarização de neutrófilos e, consequentemente, a progressão do tumor. Assim, a elucidação dos mecanismos de liberação ou ação das VE poderia levar a descoberta de alvos específicos para o tratamento do câncer.
Equipe
Pós-Doutorado