Andrea Claudia Freitas Ferreira

Instagram: @endoteam.ufrj
Professora Associada
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Colaboradora do Laboratório de Fisiologia Endócrina Doris Rosenthal
Instituto de Biofisica Carlos Chagas Filho (IBCCF) | UFRJ
Professora Associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Campus Duque de Caxias e Cientista do Nosso Estado (CNE-FAPERJ). É farmacêutica formada pela Faculdade de Farmácia, UFRJ. Possui mestrado em Ciências Biológicas (Fisiologia) e doutorado em Ciências, ambos pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ, sob orientação da profa. Denise Pires de Carvalho. Possui pós-doutorado pela Universidade de Pisa, Itália, sob a supervisão do Dr. Massimo Tonacchera. Tem experiência na área de Fisiologia, com ênfase em Fisiologia Endócrina, atuando principalmente nos seguintes temas: desreguladores endócrinos, plastificantes, adoçantes, tireoide e metabolismo energético.
Projeto
PLÁSTICOS E CÂNCER DE TIREOIDE
Resumo de divulgação científica
Os plásticos estão amplamente presentes no nosso dia-a-dia, como em potes para armazenamento de alimentos, brinquedos, copos, entre outros. O bisfenol A, encontrado em alguns tipos de plástico, é um desregulador endócrino, ou seja, é capaz de afetar o funcionamento do sistema endócrino. O câncer de tireoide é o mais comum entre os cânceres do sistema endócrino e o número de casos de câncer de tireoide vem aumentando ao longo do tempo. Experimentos feitos em nosso laboratório mostram que o bisfenol A estimula o crescimento de células da tireoide, o que poderia favorecer o surgimento de câncer de tireoide. Além disso, estudos mostram que pacientes com câncer de tireoide têm níveis mais altos de bisfenol A no organismo do que pessoas sem câncer. Isso nos leva a pensar que o bisfenol A poderia de alguma forma estar contribuindo para o aumento dos casos de câncer de tireoide. O bisfenol S é uma substância parecida com o bisfenol A e que também é utilizada pela indústria, seja substituindo o bisfenol A em produtos livres de bisfenol A (BPA free), seja no papel térmico, aquele de caixas registradoras, caixas eletrônicos, máquinas de cartão de crédito, etc. Porém, pouco se sabe sobre os possíveis efeitos do bisfenol S sobre o organismo, já que seu uso pela indústria é bem mais recente do que o do bisfenol A. Além disso, o plástico no ambiente pode ser quebrado em pedaços menores, os micro e nanoplásticos, com efeitos ainda pouco conhecidos. Assim, em nosso estudo pretendemos tentar esclarecer se o bisfenol A, S e os micro e nanoplásticos poderiam influenciar as células da tireoide, fazendo com que elas passem a ter características de células de câncer.
Palavras-chave
Câncer de tireoide, plástico, bisfenol A (BPA), bisfenol S (BPS)
Equipe
Pós-Doutorado
Mestrado
Bianca Graciliano Portella
Graduação
Ana Luiza Maia COelho Cavalcante
Kaissy Kelly Faria Reis da Silva
Thaina Henrique Sousa Silva Dias