O Simpósio
O Simpósio de Oncobiologia nasceu de uma inquietação científica no início dos anos 2000.
A professora Vivian M. Rumjanek idealizou o Programa de Oncobiologia com o objetivo de aproximar pesquisadores que trabalhavam de forma isolada no Rio de Janeiro e criar pontes entre instituições de ensino e pesquisa, entre a pesquisa básica e a prática clínica além da sociedade em geral.
Esse movimento ganhou forma institucional em 2003, quando ocorreu a primeira reunião oficial do programa na Academia Brasileira de Ciências, reunindo inicialmente 13 pesquisadores e estabelecendo as bases da rede que se expandiria nos anos seguintes.
Desde então, o simpósio tornou-se um espaço permanente de encontro, colaboração e formação científica.
Ao longo de suas 19 edições realizadas até 2025, o simpósio foi vitrine para mais de 2000 trabalhos científicos, com quase 4000 mil pessoas de público participante e ajudou a consolidar uma rede que hoje reúne cerca de 550 pesquisadores afiliados de diferentes áreas da oncologia, da divulgação científica às ciências biomédicas e muito mais. Parte dessa trajetória pode ser consultada nos relatórios anuais do Programa de Oncobiologia.
Articulações em escala local, nacional e internacional
Nascido de uma inquietação científica local no Rio de Janeiro, o simpósio rapidamente se conectou a redes nacionais e internacionais de pesquisa.
No Brasil, atraiu palestrantes de diversos estados, incluindo São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraíba, Bahia, Paraná, Piauí, Espírito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais e o Distrito Federal.
A dimensão internacional do evento é atestada pela participação de palestrantes de países como França, Reino Unido, EUA, Itália, Espanha, Canadá, Portugal, Argentina, Chile, Dinamarca, México, Israel, Alemanha, Holanda, Taiwan, Líbano, Áustria, Austrália e Costa Rica.
Estima-se que, ao longo de suas 19 edições, o evento tenha premiado centenas de jovens pesquisadores e chegou a representar mais de 18 instituições de ensino e pesquisa simultaneamente.
Abaixo, a linha do tempo ano a ano, totalizando as 19 edições realizadas até 2025:
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Linha do Tempo das Edições
Pesquisadores do Programa de Oncobiologia reuniram-se na UFRJ para discutir como integrar diferentes áreas da pesquisa sobre câncer, da biologia molecular à clínica e à saúde pública. O encontro lançou as bases da rede científica que daria origem ao simpósio anual.
Instituições dos palestrantes: UFRJ.
Um mini simpósio sobre câncer de pulmão inaugurou a política de cursos e encontros científicos do programa, aproximando pesquisa básica, clínica e políticas de saúde na formação em oncologia.
Instituições dos palestrantes: UFRJ.
A primeira edição oficial reuniu pesquisas sobre os fundamentos moleculares da transformação tumoral e da sinalização celular no câncer, conectando o evento ao debate internacional em oncologia molecular.
Instituições dos palestrantes: University of California San Diego (EUA), UFRJ.
Debates sobre células-tronco, RNAs não codificantes e mecanismos de progressão tumoral ampliaram o diálogo entre genética, biologia celular e clínica.
Instituições dos palestrantes: Hospital A.C. Camargo Cancer Center, UFRJ.
A epidemiologia ganhou destaque com discussões sobre tabagismo, câncer de pulmão e metabolismo tumoral, integrando perspectivas da biologia molecular, medicina e saúde coletiva.
Instituições dos palestrantes: Johns Hopkins University (EUA), UFRJ.
Realizado no recém-inaugurado Auditório Marcos Moraes (CCS/UFRJ), o evento celebrou os dez anos do Programa de Oncobiologia e destacou pesquisas sobre genética do câncer e malignidades hematológicas.
Instituições dos palestrantes: Harvard Medical School (EUA), UFRJ.
O evento registrou forte crescimento, com mais de 300 participantes e cerca de 100 trabalhos apresentados. Entre os temas centrais estiveram quimiorresistência e novos alvos terapêuticos.
Instituições dos palestrantes: University of Toronto (Canadá), Universidade de São Paulo (USP), UFRJ.
A edição destacou biomarcadores moleculares e aplicações clínicas da pesquisa em oncologia, ampliando também a cooperação científica internacional.
Instituições dos palestrantes: Leiden University (Países Baixos), UFRJ.
Pesquisas sobre novas moléculas antitumorais e estratégias de desenvolvimento de fármacos marcaram o encontro, consolidando também a premiação anual de trabalhos científicos.
Instituições dos palestrantes: Oregon Health & Science University (EUA), UNIFESP, UFRJ.
Discussões sobre o oncogene KRAS, imunoterapia e heterogeneidade tumoral refletiram avanços da oncologia molecular e da medicina de precisão.
Instituições dos palestrantes: USP, INCA, UFRJ.
Pesquisas sobre microambiente tumoral, metabolismo lipídico e transição epitélio-mesenquimal aprofundaram a compreensão dos mecanismos de progressão tumoral.
Instituições dos palestrantes: Université de Bordeaux (França), UFRJ.
Novas metodologias experimentais ganharam destaque, incluindo modelos tridimensionais de tumor, nanomedicina e estudos sobre hipóxia tumoral.
Instituições dos palestrantes: University of Oxford (Reino Unido), Universidade do Porto (Portugal), UFRJ.
Pesquisas sobre microRNAs, vesículas extracelulares e medicina personalizada foram centrais nas discussões, além de reflexões sobre alimentação, ambiente e desigualdades na incidência de câncer.
Instituições dos palestrantes: University of Copenhagen (Dinamarca), University of Oxford (Reino Unido), UFRJ.
Discussões sobre imunobiologia tumoral e síndrome da caquexia destacaram a complexidade sistêmica do câncer.
Instituições dos palestrantes: USP, UFRGS, UFPB, UFRJ.
Imunoterapia com anticorpos anti-PD-1, vírus oncolíticos e vias moleculares da tumorigênese dominaram os debates. A edição destacou também a forte presença feminina entre os trabalhos premiados.
Instituições dos palestrantes: USP, UFRJ.
Realizado pela primeira vez totalmente online, o evento reuniu 289 participantes de 11 países e discutiu vesículas extracelulares, plasticidade tumoral e resistência terapêutica.
Instituições dos palestrantes: instituições de Brasil, EUA, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha, França, Canadá, Argentina e Chile.
Ainda em formato virtual, o encontro aprofundou debates sobre genômica tumoral, regulação transcricional e novos modelos experimentais como o uso de zebrafish na pesquisa em câncer.
Instituições dos palestrantes: University of Oxford, University of Cambridge, Universidade de Lisboa, UFRJ.
Com retorno presencial em formato híbrido, o simpósio discutiu bioinformática, diagnósticos moleculares e novos alvos terapêuticos para câncer cerebral pediátrico.
Instituições dos palestrantes: Universidade de Brasília (UnB), Heidelberg University (Alemanha), UFRJ.
Pesquisas em glicobiologia, oncologia de precisão e biomarcadores moleculares refletiram avanços recentes na investigação sobre resistência terapêutica.
Instituições dos palestrantes: Johns Hopkins University (EUA), Università degli Studi di Torino (Itália), Universidade de Lisboa (Portugal), UNIOESTE, UFRJ.
A edição destacou avanços em diagnóstico molecular e novas estratégias terapêuticas integradas, ampliando também iniciativas de comunicação científica do programa.
Instituições dos palestrantes: University of Oxford (Reino Unido), LNBio (Brasil), UFRJ.
O evento alcançou recorde histórico de público, com mais de 400 inscrições, e discutiu o uso de inteligência artificial na oncologia, incluindo aprendizado de máquina para descoberta de alvos terapêuticos.
Instituições dos palestrantes: diversas instituições nacionais e internacionais, incluindo UFRJ.
Vinte anos depois do primeiro encontro que reuniu pesquisadores em torno da biologia do câncer, o evento chega à sua vigésima edição reafirmando seu papel como espaço de circulação científica, cooperação internacional e diálogo entre pesquisa biomédica, inovação e sociedade.
Instituições dos palestrantes: a confirmar.