Veronica Aran Ponte
E-mail: varanponte@gmail.com
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Possui graduação em Ciências Biomédicas (especialização: Bioquímica) pela Universidade de Dundee (Escócia; 2004), e doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular pela Universidade de Glasgow (Escócia; 2009). Concluiu o pós-doutoramento de 3 anos pela Universidade de Liverpool (Inglaterra; 2012, financiamento: Wellcome Trust) atuando na pesquisa do oncogene Ras que é um transdutor de sinal extracelular. No mesmo periodo foi co-orientadora de mestrado, junto ao Prof Ian Prior ,da aluna Anna Newlaczyl do programa Welcome Trust. Concluiu um segundo pós-doutoramento de 4 anos em pesquisa translacional no INCA (Departamento de Pesquisa clinica, INCA, Rio de Janeiro), continuando na linha de sinalização celular (EGFR, Ras, MAP-quinase, PI3 quinase e etc), com ênfase na pesquisa do Oncogene RAS desde 2009. Possui experiência na área Biomédica com ênfase em Bioquímica (Membrane trafficking -GLUT4 trafficking- Diabetes tipo 2, fusão de lipossomos, purificação de proteínas, Western Blot e etc), Biologia Molecular (extração de DNA e RNA, Cloning, site-directed mutagenesis, PCR, RT-PCR, ddPCR, Southern blot, Sequenciamento de Sanger e etc) e Biologia Celular (cultura de várias linhagens celulares, experimentos de transformação, migração, transfecção, siRNA, criação de células isogênicas (linhagens estáveis), microscopia Confocal, Imunofluorescência e etc. Foi pesquisadora da Fundação Pró-Coração (Fundacor), atuando no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad - MS/INTO como pesquisadora e docente do Mestrado onde criou a disciplina: Pesquisa Translacional-conceitos, exemplos e atualidade. Desde 2020 atua como Pesquisadora do Instituto Estadual do Cérebro (IECPN-Rio de Janeiro), onde está atuando na implementação de uma plataforma de biópsia líquida por ddPCR para análise de pacientes com diversos tipos de câncer, com ênfase em tumores cerebrais e em medicina personalizada que vai de encontro a área de pesquisa translacional, inovação e avaliação de novas tecnologias em saúde. Além disso, coordena o comitê de Ética em pesquisa do IECPN. Tem como atividade de extensão ser presidente da Associação de cientistas Espanhóis no Brasil (Acebra-membro fundador), devido a dupla cidadania (brasileira por nascimento e espanhola pelos pais). Acebra foi a primeira associação de cientistas espanhóis na América do Sul (associação sem fins lucrativos) sendo associada à Rede de Associações de Investigadores e Cientistas Espanhóis no Estrangeiro (RAICEX), que congrega 22 associações em diversos países nos cinco continentes. A missão da Acebra consiste em fomentar as relações científicas entre Espanha e Brasil, servindo de ponte entre os pesquisadores espanhóis que vivem e trabalham no Brasil e auxiliando os pesquisadores brasileiros que têm interesses científico-acadêmicos com Espanha. Em 2023, Acebra concedeu 4 bolsas de mobilidade científica (Brasil-Espanha) para pesquisadores brasileiros e espanhóis residentes no Brasil. E em 2024 concedeu 4 bolsas de mobilidade sentido bilateral (2 Bra-Esp e 2 Esp-Bra). Desde janeiro de 2024, Veronica também compõe a diretoria da RAICEX, com o cargo de tesoureira. É membro da International Society of Liquid Biopsy (ISLB). Em 2023 foi contemplada no edital APQ1 da FAPERJ e em 2024 foi contemplada com o edital FAPERJ No 10/2024 PROGRAMA APOIO ÀS CIENTISTAS MÃES COM VÍNCULO EM ICTS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. É orientadora pelo programa de Pós-graduação em Anatomia Patológica da UFRJ (PPGAP-UFRJ). Foi orientadora principal do mestrado do aluno Carlos Eduardo Pilotto Heming, que hoje é orientado no doutorado. Além disso, orienta a aluna de mestrado Isabel Barbosa uma aluna de Iniciação Científica, Yasminn Meireles.
Projeto
INVESTIGAÇÃO DO PAPEL DA GLICOPROTEÍNA-P TANTO EM CÉLULAS COMO NO PLASMA DE PACIENTES COM GLIOBLASTOMA
Resumo de divulgação científica
Os tumores que afetam o sistema nervoso central, embora não sejam muito frequentes, costumam ser bastante graves e difíceis de tratar. Um dos tipos mais agressivos é o glioblastoma (GB), que é resistente à maioria dos medicamentos usados atualmente. Uma das razões dessa resistência pode estar ligada a uma espécie de “barreira de defesa” que essas células doentes criam, impedindo que os remédios façam efeito. Essa defesa é formada por proteínas que “expulsam” os medicamentos de dentro das células. Nosso grupo de pesquisa descobriu que uma dessas proteínas que forma parte das denominadas proteínas de resistência a múltiplas drogas (MDR), chamada de Glicoproteína-P ou P-gp, está presente em maiores quantidades no sangue de pacientes com GB em comparação com o de pessoas saudáveis. Isso nos levou a investigar mais a fundo o papel dessa proteína no desenvolvimento do tumor. Além disso, novas formas de diagnóstico, como a chamada biópsia líquida, está trazendo avanços, visto que são metodologias menos invasivas que a biopsia convencional. Portanto, neste estudo queremos entender melhor como proteínas MDR atuam em pacientes com GB, tanto por meio da análise do sangue quanto em células de GB. Também vamos observar se essas proteínas estão presentes em vesículas extracelulares. Com isso, esperamos contribuir para ajudar no diagnóstico e no acompanhamento desse tipo de câncer.
Equipe
Pós-graduação