Renata Binato Gomes

Tecnologista Sênior – Chefe da Divisão de Laboratórios Especializados
Instituto Nacional do Câncer - INCA
Formada em Ciências Biológicas, com bacharelado em Genética, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui mestrado e doutorado pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Pós-Doutorado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e pela Goethe Universität Frankfurt na Alemanha.Tem experiência na área de Biologia Molecular de Neoplasias, com ênfase em Biofísica Molecular, Genômica e Proteômica do câncer, atuando principalmente nos seguintes temas: Transcriptoma, proteoma, regulação gênica, expressão gênica diferencial, espectrometria de massas. Hoje é Chefe da Divisão de Imunogenética do Centro de Estudos de Medula Óssea (CEMO) do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Pesquisadora do Laboratório de Célula Tronco do CEMO- INCA, orientadora e docente da Pós-Graduação em Oncologia Clínica. Atualmente desenvolve trabalhos com Leucemia Mielóide Aguda (LMA), Câncer de Mama e Câncer de Estômago.
Projeto
ESTUDO DO PAPEL DOS OSTEOBLASTOS NAS CÉLULAS TRONCO HEMATOPOIÉTICAS NA LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA
Resumo de divulgação científica
A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é uma leucemia que, apesar de ser heterogênea, possui uma origem única a partir da transformação das células tronco hematopoéticas (CTHs) em células-tronco leucêmicas (CTLs). No entanto, o que leva a CTH se transformar em uma CTL ainda não está claramente elucidado. Sabe-se que alterações no microambiente medular (MM) podem estar relacionadas com essa transformação. O MM é composto por diversos tipos celulares, dentre eles os osteoblastos, que são essenciais na manutenção das CTHs. Eles são formados a partir das Células Estromais Mesenquimais (CEM) e diversos trabalhos já mostraram que alterações nos osteoblastos podem estar associadas com alterações nas CTHs e com o processo de desenvolvimento da LMA. Outro importante processo em que os osteoblastos estão envolvidos é no remodelamento ósseo, responsáveis pela deposição óssea. Acredita-se que o equilíbrio entre a deposição e a reabsorção óssea sirva para controlar as CTHs no MMO, e no contexto da LMA, a redução da deposição óssea pode promover a saída precoce das CTHs do seu local de origem e, consequentemente, induzir a hematopoese de forma alterada. Visto que os osteoblastos são originados a partir das CEM, e considerando a sua importância, o objetivo principal deste trabalho é avaliar se a sinalização dos osteoblastos derivados de pacientes com LMA também poderia alterar as CTH normais. Para isso, este trabalho busca comparar o perfil transcriptômico dos osteoblastos derivados de pacientes com LMA e de doadores saudáveis, e em seguida, avaliar por ensaios de co-cultura se a sinalização dos osteoblastos derivados de pacientes com LMA é capaz de alterar as CTHs. Após os ensaios de co-cultura também analisaremos a capacidade de diferenciação hematopoética das CTHs. Por fim, o estudo pretende integrar os resultados obtidos e relacionar o papel dos osteoblastos com o processo de transformação leucêmica e progressão da LMA.
Equipe
Graduação