Mariana Lima Boroni Martins
E-mail: mariana.boroni@inca.gov.br
Pesquisador Titular
Instituto Nacional do Câncer - INCA
Pesquisadora associada do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Líder do Laboratório de Bioinformática e Biologia Computacional; Docente do Programa de Pós-Graduação em Oncologia do INCA; Bolsista FAPERJ programa Jovem Pesquisadora de Nosso Estado; Co-Fundadora da Startup OneSkin. Possui graduação e mestrado em Bioquímica pela Universidade Federal de Viçosa, doutorado em Bioinformática pela Universidade Federal de Minas Gerais (com período de sanduíche no NIH - National Institute of Health, Bethesda, Estados Unidos). Teve experiência profissional em Bioinformática (pós-doutorado) no Gene Center at Ludwig Maximilian München University, Alemanha e no Center for Computational Biology at the Cancer and Genomic Sciences Institute da University of Birmingham, Inglaterra, como Pesquisador Visitante. Atua na área de Bioinformática, Biologia Molecular e Bioquímica, com ênfase em análise e integração de diferentes ômicas, como genômica, epigenômica e transcriptômica e aplicação de técnicas de inteligência artificial na biologia do câncer e do envelhecimento. https://sites.google.com/view/bioinformaticainca
Projeto
CARACTERIZAÇÃO EM RESOLUÇÃO CELULAR E ESPACIAL DE SUBPOPULAÇÕES DE MACRÓFAGOS ASSOCIADAS AO MICROAMBIENTE TUMORAL DE CÂNCER DE OVÁRIO E SEU IMPACTO NO DESFECHO CLÍNICO E RESISTÊNCIA ÀS TERAPIAS
Resumo de divulgação científica
O câncer de ovário é a neoplasia mais letal entre as mulheres, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos inferior a 25%, sendo o tipo seroso de alto grau (HGSOC) o mais incidente. Sua alta mortalidade ocorre principalmente porque cerca de 70% das pacientes são diagnosticadas em estágios avançados, apresentando tumores com baixa resposta terapêutica. Estudos indicam que a resistência a terapias pode estar associada à heterogeneidade do microambiente tumoral (TEM) e ao aumento de células mielóides no TME, principalmente macrófagos (Mø) associados aos tumores (TAMs). Os Mø são as células do sistema imune inato mais abundantes no TME, e dependendo de seu estado de polarização podem tanto favorecer uma resposta imune pró- ou anti-tumoral. Devido à alta plasticidade funcional e fenotípica dos Mø, os marcadores específicos das poucas subpopulação descritas na literatura são ambíguos, sendo possível observar a correlação de assinaturas distintas com perfis semelhantes de Mø. Além disso, a identificação fenotípica e funcional desses perfis moleculares de TAMs são pouco explorados, embora sejam de grande interesse, uma vez que esse conhecimento pode ajudar na descoberta de novas intervenções para o câncer. Em análises recentes de nosso grupo, ainda não publicados, a partir de dados públicos de scRNA-Seq oriundos de 7 tipos tumorais, identificamos 13 subpopulações de Mø residentes e infiltrantes, que podem nos ajudar a associá-las com o desfecho clínico e prognóstico das pacientes com câncer de ovário. Nesse sentido, no presente projeto, pretendemos caracterizar estas subpopulações no TME de HGSOC em diferentes estadiamentos, de pacientes respondedores ou não respondedores às terapias, através de análises de scRNA-Seq e transcriptômica espacial, com um enfoque na caracterização de subpopulações de Mø. Em seguida iremos avaliar o impacto da presença desses tipos celulares no desfecho clínico dos pacientes e evidenciar possíveis fontes de resistência às terapias.
Equipe
Pós-Doutorado
Pós-graduação