Mariana Emerenciano Cavalcanti De Sá
E-mail: memerenciano@inca.gov.br
Instituto Nacional do Câncer - INCA
A Dra. Emerenciano é Pesquisadora Titular, líder do Grupo de Genética das Leucemias Agudas, dentro do Programa de Carcinogênese Molecular, Coordenação de Pesquisa e Inovação do INCA. A pesquisadora é Bolsista de Produtividade em Pesquisa - (CNPq, CA: Genética) desde 2015, foi Jovem Cientista do Nosso Estado de 2015-2020 e, atualmente, é Cientista do Nosso Estado (FAPERJ). De forma resumida, após retorno ao Brasil depois do período pós-doutoral, a Dra. Emerenciano recebeu o então denominado “Auxílio Instalação” em 2012 quando iniciou a estruturação do seu grupo de pesquisa no INCA. O grupo estuda as causas e consequências de alterações moleculares do câncer, tendo como foco principal e modelos de estudo as neoplasias hematológicas. Estamos interessados em identificar os fatores que influenciam a chance de um indivíduo ser diagnosticado com câncer, bem como compreender o significado biológico e clínico da presença destas alterações moleculares antes, durante e após o tratamento. O grupo tem diversas colaborações intra e extramuros, nacionais e internacionais, atuando de forma a estimular o avanço científico e formando mestres, doutores e jovens pesquisadores. Nos últimos 5 anos, a Dra. Emerenciano acumula 9 projetos de pesquisa financiados, sendo 6 destes como pesquisadora principal. Além destes, a Dra. Emerenciano captou recursos em agências internacionais em temas de equidade de gênero e inovação, bem como recurso para organização de eventos de extensão do INCA). Nos últimos 5 anos, publicou 23 artigos científicos em periódicos internacionais indexados. Atualmente, é membro do corpo editorial da revista Translational Oncology e revisora de artigos científicos em 9 (nove) periódicos internacionais (entre eles, Haematologica, Scientific Reports, Cancer Epidemiology e The Lancet Child & Adolescent Health). Além disso, tem atuado em prol da Divulgação Científica concedendo entrevista para a TV Brasil (2019), para Rádio TransBrasil FM 99.5 (2022), divulgando seu trabalho científico no Programa de Oncobiologia - YouTube (2019), realizando uma Live no instagram (2020) e Identidades na Ciência (Identidades na Ciência).
Projeto
GENOMAS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DIAGNOSTICADOS COM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA E TRATADOS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DO BRASIL
Resumo de divulgação científica
O câncer pediátrico representa cerca de 1-4% de todos os tumores. Apesar de raro, registra-se cerca de 2.600 óbitos por câncer pediátrico no Brasil a cada ano, sendo a segunda causa de morte neste grupo (atrás apenas das causas externas, como acidentes ou violência). A LLA é o tipo de câncer mais comum em crianças. Nas últimas 4 décadas, o resultado de sobrevida em longo prazo melhorou consideravelmente em países ricos, aproximando-se de 90%. Este ótimo resultado se deu pelo uso de protocolos de tratamento padrão que contemplam os aspectos genéticos da doença. Entretanto, países de baixa e média renda como o Brasil, onde vive a maioria das crianças com LLA, ainda não podem celebrar este sucesso. Aqui, as taxas de mortalidade permanecem altas e a sobrevida em longo prazo não ultrapassa 60%. Entre os aspectos que explicam estas disparidades estão: diagnóstico de baixa precisão, acesso desigual ao tratamento, toxicidade associada à terapia e a alta taxa de recaídas precoces. O principal objetivo deste projeto é descrever as alterações genéticas presentes em crianças e adolescentes brasileiros tratados pelo novo protocolo brasileiro para tratamento da LLA. Neste sentido, a incorporação das informações sobre as alterações genéticas presentes nas células tumorais permitirá traçar estratégias de tratamento mais adequadas a cada paciente.
Equipe
Pós-graduação