Flávia Raquel Gonçalves Carneiro

Tecnologista em Saúde Pública
Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ
Pesquisadora Visitante
Instituto Nacional do Câncer - INCA
Flávia Raquel Gonçalves Carneiro possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2001) e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (2006). Tem experiência na área de Genética, Bioquímica de proteínas, Biologia Molecular e Celular e Oncologia. Fez o primeiro pós-doutorado no Instituto Nacional de Câncer no Rio de Janeiro estudando o fator de transcrição NFAT e o segundo pós-doutorado no departamento de Microbiologia e Imunologia da Universidade de Columbia em Nova Iorque, onde adquiriu experiência em imunologia inata através do estudo de proteínas mitocondriais em macrófagos e na construção de um camundongo condicional knockout. Atualmente é pesquisadora da Fiocruz do Rio de Janeiro no Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) e no Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Além disso, é pesquisadora visitante do Instituto Nacional de Câncer (INCA), sendo docente do Programa de Pós-Graduação em Oncologia . Atua em projetos de pesquisa visando o entendimento da integração das vias de sinalização na agressividade tumoral, com ênfase na via WNT, e na identificação de novos alvos terapêuticos para Leucemia Linfoide Aguda de Células T.
Projeto
BUSCA DE TRATAMENTOS DE PRECISÃO PARA A LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA DE CÉLULAS T (LLA-T) PELA AVALIAÇÃO DE REDES DE INTERAÇÕES DE PROTEÍNAS, IDENTIFICAÇÃO DE NOVOS ALVOS TERAPÊUTICOS E DESENVOLVIMENTO DE NANOPARTÍCULAS CARREADORAS DE MOLÉCULAS DE siRNA
Resumo de divulgação científica
A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células do sangue, especialmente os glóbulos brancos. Existem vários tipos de leucemia e nosso estudo foca na leucemia linfoide aguda de células T, que afeta adultos e crianças. É uma doença grave e de tratamento agressivo, que resulta na multiplicação acelerada de células anormais que se acumulam na medula óssea e se espalham para outras partes do organismo. Os custos para o SUS são altos e cada paciente reage de maneira diferente aos tratamentos. As terapias atuais visam atacar as células cancerígenas de várias formas. Alguns fármacos são mais específicos e atuam nos chamados alvos terapêuticos. Nosso projeto propõe identificar esses alvos, para alcançar tratamentos menos agressivos, em três etapas:

1) Análises computacionais para comparar proteínas de células cancerígenas e normais;

2) Testes em laboratório para verificar se essas proteínas podem ser novos alvos;

3) Análise da presença desses alvos em células de pacientes. Isso poderá resultar no desenvolvimento de novos medicamentos, melhorando a qualidade de vida, aumentando a expectativa de vida dos pacientes e reduzindo os custos de tratamento.
Equipe