Eliane Fialho

Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC) | UFRJ
Possui graduação em Nutrição pela UFRJ (1994), mestrado em Bioquímica pela UFRJ (1997) e doutorado em Bioquímica pela UFRJ (2001). Atualmente é professora associada do Instituto de Nutrição da UFRJ, atuando como coordenadora de disciplinas obrigatórias e eletivas na Graduação e Pós graduação. Atuou como chefe de Departamento de Nutrição Básica e Experimental em 2002, como coordenadora e vice-coordenadora do Programa de Pós graduação durante 7 anos (2002-2008), como representante de professores do Centro de Ciências da Saúde na Comissão de Pós graduados e Pesquisa (CEPG) e diretora do INJC (2010-2014) da UFRJ. Atua como parecerista de revistas nacionais e internacionais, tais como: Food Chemistry, Journal of Agricultural and Food Chemistry, Acta Scientiarum, Journal of Cellular Biochemistry, Revista de Nutrição, Nutrition Research, Food Research International, dentre outras. Tem experiência na área de Bioquímica e Nutrição, atuando principalmente nos seguintes temas: alimentos funcionais, antioxidantes, compostos bioativos, quimioterápicos e câncer.
Projeto
ANÁLISE FITOQUÍMICA E ESTUDO PRÉ-CLÍNICO DOS EXTRATOS DAS PLANTAS DA ORDEM MALPIGHIALES (BONNETIA STRICTA (NESS) NESS & MART E CLUSIA LANCEOLATA CAMBES) EM LINHAGENS CELULARES DO CÂNCER DE MAMA
Resumo de divulgação científica
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o câncer é uma das principais causas de mortalidade no mundo, sendo o câncer de mama o tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. Mesmo com os avanços no tratamento do câncer de mama, a quimioresistência e os efeitos colaterais são obstáculos para o sucesso da terapia sistêmica. Neste sentido, as plantas possuem metabólitos secundários com propriedades farmacológicas, incluindo a ação anticâncer, com menor chances de toxicidade e melhor eficácia. O bioma da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro possui uma das maiores biodiversidades vegetais do Brasil, sendo uma importante fonte de obtenção de espécies vegetais, que podem ser utilizadas no câncer de mama. Deste modo, as espécies Clusia lanceolata e Bonnetia stricta (Ness) Ness & Mart pertencentes à ordem Malpighiales e endêmicas na Mata Atlântica, são fontes de compostos fenólicos e antraquinonas, no entanto, não há relatos na literatura sobre a atividade biológica dessas espécies. Sendo assim, investigar os efeitos dos extratos dessas espécies, pela primeira vez, no modelo in vitro do câncer de mama humano, poderá contribuir para novas possibilidades de desenvolvimento de drogas e futuros ensaios experimentais e clínicos para esse tipo de câncer, além de agregar valor às espécies pelo conhecimento do potencial biológico adquirido.
Equipe