Sandra Konig

Professora Adjunta
Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) | UFRJ
Professora adjunta no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é docente dos programas de graduação em anatomia (para o curso de Fisioterapia) e de pesquisa em Diferenciação Celular do ICB-UFRJ, associada ao Programa de Oncobiologia-UFRJ. Tem experiência na área de oncobiologia, com ênfase em biologia celular, biologia molecular, bioquimica e manipulação de modelos tumorais in vivo. Atua principalmente nos seguintes temas: cancer, cancer de mama, microambiente tumoral, progressão tumoral, transição epitélio-mesenquimal (TEM), hipoxia/HIF, Fator Tecidual (TF), Interleucina IL-8.Como docente do Mestrado Profissional em Ensino de Biologia em Rede Nacional - PROFBIO, participa de projetos e desenvolvimentos em Ensino de Ciências e Biologia.
Projeto
INTERLEUCINA 8 (IL-8) E PROGRESSÃO DO CÂNCER DE MAMA ​
Resumo de divulgação científica
O câncer de mama é uma doença heterogênea que apresenta vários subtipos identificados por marcadores moleculares específicos. Observa-se grande variabilidade de prognóstico entre as pacientes em função da agressividade do subtipo tumoral, da precocidade do diagnóstico e da disponibilidade de terapias efetivas para o seu tratamento. O único subtipo para o qual o prognóstico ainda é muitas vezes desfavorável é o subtipo denominado “triplo-negativo”, que corresponde à 15-20% de todos os casos de câncer de mama. Este subtipo agressivo está associado a um risco três a quatro vezes maior de recorrência do tumor em um sítio distante da mama, como os pulmões e o cérebro. Esforços vêm sendo feitos para o desenvolvido de tratamentos inovadores que, aliados à quimioterapia, poderiam impactar positivamente o prognóstico dessas pacientes. Um desses tratamentos é direcionado para as células imunes que infiltram os tumores e, ao contato das células tumorais, acabam perdendo a sua capacidade de combatê-las. As diferentes estratégias de ativação do próprio sistema imunológico do paciente para combater o avanço do câncer definem o conceito de imunoterapia. Por exemplo, o impedimento da ligação entre a proteína PD-L1, expresso pelas células tumorais, e o seu receptor PD1, expresso na superfície dos linfócitos T, permite o redirecionamento destas células imunes para a sua função antitumoral, uma estratégia que vem se mostrando promissora para o tratamento de pacientes do subtipo “triplo-negativo”. Contudo, não todas as pacientes. Estudos recentes mostram que os pacientes com altos níveis de interleucina 8 (IL-8) séricos e/ou intratumorais, já conhecidamente de pior prognóstico, tendem também a não se beneficiar do bloqueio da interação PD1-PD-L1. Esse projeto objetiva o melhor entendimento dos mecanismos que permitem a manutenção de altos níveis de IL-8 neste subtipo do câncer de mama, bem como do possível papel de IL-8 na regulação de expressão do ligante PD-L1.
Equipe
Pós-graduação
Maria Eduarda Dias de Souza ​
Graduação
Lílian Toscano Falcão
Maria Gabrielly Neves de Brito ​
Colaboradores
UFRJ
Robson Queiroz Monteiro (IBqM)
Bruno Diaz (IBCCF)
Isis Salviano (Nutrição)