Paula Sabbo Bernardo
E-mail: paula.bernardo@inca.gov.br
Pesquisadora Visitante
Instituto Nacional do Câncer - INCA
Graduação em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2009), Mestrado e Doutorado em Oncologia com ênfase em Biologia Celular e Molecular pelo Programa de Pós-Graduação do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Atualmente, é Pesquisadora visitante e Jovem docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia do INCA coordenando a linha de pesquisa: ""Estudo novos compostos antitumorais, resistência à quimio- e radioterapia e biomarcadores em gliomas"". Tem experiência em Pesquisa Translacional em Câncer, atuando principalmente nos seguintes temas: microRNAs como alvos moleculares e biomarcadores, resistência ao tratamento, apoptose e estudos pré-clínicos de novos compostos antitumorais em leucemias e gliomas.
Projeto
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE MODELOS CELULARES PARA O ESTUDO DO PAPEL DE P53 E DO microRNA-210 NA RESISTÊNCIA AO TRATAMENTO NO GLIOBLASTOMA
Resumo de divulgação científica
O câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e a segunda causa de mortes no Brasil. Entre os diversos tipos, alguns tumores que afetam o cérebro são especialmente agressivos e difíceis de tratar. Um desses casos é o glioblastoma, o tipo mais comum e com maior mortalidade de tumor cerebral maligno. Entender como essa doença evolui na população brasileira e por que alguns pacientes não respondem bem ao tratamento é fundamental para criar estratégias mais eficazes de combate ao câncer e para o desenvolvimento de medidas de saúde pública. Uma proteína chamada p53 tem papel central nesse contexto. As proteínas são essenciais para que o nosso organismo funcione corretamente, e a p53 atua como uma espécie de “guardiã” do material genético das células. Quando ela está com defeito, pode deixar de cumprir esse papel e permitir o desenvolvimento do câncer. Nosso grupo observou nos últimos anos que pacientes com alterações na p53 parecem responder melhor à radioterapia, um dos tipos de tratamento. Células tratadas no laboratório (in vitro) parecem se comportar da mesma maneira. Nosso grupo tem desenvolvido novos modelos em laboratório para entender como esse processo acontece dentro das células. Acreditamos que pequenas moléculas chamadas microRNAs também estejam envolvidas nesse processo, contribuindo para a sensibilidade ao tratamento com radioterapia associada à p53. Os microRNAs ajudam a regular a atividade de genes e proteínas nas células, e podem influenciar como os tumores reagem ao tratamento. Compreender esses mecanismos pode abrir caminho para novas abordagens no combate ao câncer cerebral. Palavras-chave: Glioblastoma, resistência à radioterapia, p53, microRNA-210
Equipe
Pós-graduação
Técnica
Graduação