Sheila Coelho Soares Lima
E-mail: sheilacoelho@gmail.com
Pesquisadora
Instituto Nacional do Câncer - INCA
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005), mestrado em Biologia (Biociências Nucleares) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2008) e doutorado em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer (2012). Atualmente, é Pesquisadora Titular do Programa de Carcinogênese Molecular do INCA, onde chefia o Grupo de Epigenética de Tumores e gerencia a facility em Epigenética da instituição. Jovem Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ e Bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ2) pelo CNPq. Possui vasta experiência na área de Biologia Molecular de Tumores, com ênfase em alterações epigenéticas de tumores do trato aerodigestivo superior. Desde 2014, é docente do Programa de Pós-Graduação em Oncologia do INCA.
Projeto
O IMPACTO DO STATUS SOCIOECONÔMICO NA EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR DO CÂNCER DE ESÔFAGO
Resumo de divulgação científica
O câncer de esôfago (CE) é um dos dez principais tipos de câncer no Brasil e no mundo. O CE normalmente é descoberto quando o tumor já está muito grande, o que dificulta o tratamento e geralmente leva à morte dos pacientes. O tipo de CE mais frequente, conhecido como carcinoma epidermoide de esôfago (CEE), afeta principalmente populações mais pobres e os pacientes com essa doença normalmente fumam grandes quantidades de cigarro e bebem grandes quantidades de bebidas alcóolica, como cachaça e cerveja. O cigarro e o álcool, junto com a pobreza, podem deixar marcas no material genético das células do câncer e alterar as populações de bactérias que normalmente vivem em nosso corpo. Baseado nisso, esse projeto pretende avaliar como a baixa escolaridade, que é fortemente ligada à pobreza e, portanto, serve como uma medida dela, pode estar ligada ao desenvolvimento de CEE e também a alterações do material genético das células de câncer e das populações de bactérias que ocupam o esôfago. Esse conhecimento pode nos ajudar a estimar os pacientes que têm mais chance de responder ao tratamento da doença e os pacientes que têm mais chance de morrer pela doença, e também podem ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos, já que todas as alterações que pretendemos estudar podem ser revertidas.
Equipe
Pós-graduação
Técnica