Tatiana de Almeida Simão

Professora Associada
Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
Possui graduação em Ciência Biológicas - Modalidade Médica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (1998), mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biociências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2001 e 2008, respectivamente). Professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro de 2010 e atualmente é Procientista/UERJ. Tem experiência na área de Bioquímica e Biologia Molecular,com ênfase em Biomarcadores Tumorais. Tendo atuado principalmente nos seguintes temas: câncer de mama, câncer de esôfago, câncer de cabeça e pescoço, expressão genica (transcriptoma e PCRq) e mecanismos epigenéticos. Além disso é responsável pela formação de recursos humanos orientando tanto alunos da graduação quanto da pós-graduação (mestrado e doutorado). Membro da comissão de Pós-graduação em Biociências (UERJ) desde 2022 e membro da Sociedade Brasileira de Genética.
Projeto
INFLUÊNCIA DA ANCESTRALIDADE NO MICROBIOMA TUMORAL DE MULHERES COM CÂNCER DE MAMA TRIPLO-NEGATIVO ​
Resumo de divulgação científica
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre mulheres no Brasil e no mundo. Entre seus subtipos, o câncer de mama triplo-negativo (TNBC) se destaca pela agressividade, maior risco de recidiva e ausência de alvos terapêuticos específicos. Estudos apontam que mulheres negras são mais acometidas por esse subtipo, o que levanta questões sobre os fatores biológicos e sociais envolvidos nessa disparidade. Este projeto tem como objetivo investigar se há diferenças na composição do microbioma tumoral — os microrganismos presentes no tumor — entre mulheres negras e brancas com TNBC. Evidências indicam que o microbioma pode influenciar o crescimento tumoral, a resposta imune e a eficácia dos tratamentos. Considerando a alta miscigenação da população brasileira, será realizada a estimativa da ancestralidade genética de cada paciente, buscando uma análise mais precisa do impacto da ancestralidade sobre a biologia tumoral. A identificação de assinaturas microbianas associadas à ancestralidade poderá levar à descoberta de novos biomarcadores prognósticos e, futuramente, ao desenvolvimento de terapias mais personalizadas. Além disso, os resultados contribuirão para políticas públicas mais equitativas, promovendo avanços na redução das desigualdades raciais no cuidado oncológico.
Equipe