José Roberto Meyer Fernandes
E-mail: meyer@bioqmed.ufrj.br
Professor Titular
Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) | UFRJ
Possui graduação em Ciências Biológicas pela UFRJ (1983), mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela UFRJ (1986), doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela UFRJ (1992) e Pós-Doutorado pela Universidade do Arizona, Tucson, Arizona (1995-1997). Pró-Reitor de Graduação da UFRJ (2003-2007). Vice-presidente eleito da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq) para o período 2014-2016. Tem experiência nas áreas de Bioquímica e Microbiologia, com ênfase em Bioquímica de Microorganismos, atuando principalmente nos seguintes temas: transportadores de fosfato inorgânico, ecto-fosfatases, ecto-nucleotidases, infecção e virulência. Procura abordar os mecanismos pelos quais diferentes patógenos subvertem ou até mesmo anulam as vias de sinalização celular de suas células hospedeiras, inativando-as, e levando ao estabelecimento e consequente agravamento da doença.
Projeto
FOSFATO INORGÂNICO EXTRACELULAR E A REGULAÇÃO DA LIBERAÇÃO DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO (H2O2) EM CÉLULAS DE CÂNCER DE MAMA: POSSÍVEIS ASSOCIAÇÕES COM PROCESSOS METASTÁTICOS
Resumo de divulgação científica
O nutriente fosfato inorgânico (um derivado químico do fósforo), participa em diversos processos biológicos, principalmente como constituinte da molécula ATP (Adenosina Trifosfato). Recentemente foi mostrado que células de câncer precisam de muito fosfato para abastecer suas necessidades energéticas dessas células. Além do fosfato, células de câncer produzem espécies reativas de oxigênio, sendo tóxicas para células não tumorais, mas em câncer, podem estimular a metástase (células cancerosas soltam-se do tumor original, vão para outras partes do corpo e formam novos tumores). Existem diversos estudos fisiológicos em pacientes que possuem doença renal crônica ou até mesmo aguda, que podem desenvolver um acúmulo de fosfato no sangue ao invés de ser liberado na urina (cientificamente denominado como hiperfosfatemia). Esse acúmulo de Pi leva a liberação de espécies reativas de oxigênio, potencializando o efeito danoso do Pi nesses pacientes. Mas em relação ao câncer, estudos mostram um acúmulo maior de Pi no sangue em pacientes que possuem câncer quando comparados com pacientes saudáveis. Nenhum estudo ainda mostrou o efeito do elevado Pi com a promoção do câncer. Nesse projeto, pretende-se descrever em câncer a via de sinalização para a liberação de espécies reativas de oxigênio e seus respectivos mecanismos envolvidos no desenvolvimento de metástase mamária.
Equipe
Pós-Doutorado
Pós-graduação
Técnica